DCET – Salvador

Legado do professor Jaime Sodré (DCET I) é celebrado em tributo nesta sexta (8)

Salvador se reveste de lembrança e ancestralidade para celebrar a trajetória de Jaime Sodré, historiador, escritor, artista plástico, capoeirista, militante do movimento negro e professor universitário.

O evento intitulado Tributo à Tecnologia Ancestral de Jaime Sodré, acontecerá no dia 8 de agosto, das 9h30 às 12h e das 13h30 até 17h, no Auditório do Olodum, no Pelourinho. A entrada é gratuita.

O encontro reunirá vozes importantes da arte, cultura e pensamento afro-brasileiro, celebrando os saberes ancestrais valorizados por Jaime Sodré ao longo de sua vida. A programação reserva diversas palestras e atrações culturais.

Vida e obra

Jaime Sodré foi professor no Departamento de Ciências Exatas e da Terra (DCET), no Campus I (Salvador), contribuindo de forma significativa para a formação crítica e humanística dos estudantes nas áreas de design e urbanismo.

Ao longo de sua trajetória se tornou uma das maiores referências na luta por valorização da cultura afro-brasileira e no combate ao racismo estrutural no Brasil. Sua obra atravessa fronteiras entre a academia, as artes e a militância social, sempre pautada pelo compromisso com a justiça social, a memória e a identidade do povo negro.

Com doutorado em História da Cultura Negra pela UFBA, Jaime Sodré desenvolveu uma vasta produção intelectual sobre temas como religiosidade afro-brasileira, capoeira, identidade negra, racismo e cultura popular. Seus livros e artigos se tornaram referências indispensáveis para estudiosos da história e da cultura afrodescendente no país.

Entre suas principais obras estão “A História da África e dos Afrodescendentes no Brasil”, “A Capoeira: Identidade e Gênero” e “O Terreiro e a Cidade”, além de inúmeros textos publicados em coletâneas e periódicos acadêmicos. Também atuou como consultor e curador de exposições e projetos culturais voltados à valorização das tradições afro-brasileiras.

O legado de Jaime Sodré permanece vivo. Sua vida foi um exemplo de coerência entre pensamento e prática, entre ensino e militância, entre sabedoria acadêmica e vivência cultural. Sua passagem pela UNEB e por tantos outros espaços institucionais e populares deixa uma marca indelével na luta antirracista e na valorização da cultura negra no Brasil.